Segundo informações do jornalista Guilherme Beraldo
A Igreja Universal comprou a grade das 6h ao meio-dia de uma emissora paulistana. O acordo foi fechado na última semana, e com isso o canal vai por fim em um dos programas da casa.
A emissora ainda não decidiu o que fazer com a apresentadora da atração. Não tem espaço para ela em ”outro horário”.
O acordo vale a partir do mês de setembro. Até lá, o canal que enfrenta uma fuga de anunciantes e de audiência tentará fortalecer sua grade vespertina
Segundo informações obtidas pelo site, uma apresentadora está descontente com o canal e já sinaliza que pode deixar o comando do programa que ela apresenta.
OPINIÃO: NÃO BASTA TER 22 horas na central nacional de televisão (CNT) DESDE 2014
A POLÊMICAS ENVOLVENDO A IGREJA UNIVERSAL
'Satanismo' na Zâmbia
Em 2005, a Iurd foi alvo de uma série de protestos na Zâmbia acusada de "praticar satanismo".
O governo do país chegou a banir a instituição e requisitar a extradição de dois pastores brasileiros, mas a Justiça reverteu a decisão e a igreja pôde voltar a operar normalmente.
À época, a Iurd interpelou o governo afirmando que não teve a possibilidade de apresentar sua versão dos fatos.
Segundo a BBC, a igreja alegou que foi alvo de "ódio público e perseguição."
À BBC, a igreja firma que denunciou as mensagens às autoridades da Costa do Marfim, pois os textos continham "mentiras absurdas". O homem acusado, o pastor Iudumilo da Costa Veloso, assumiu o posto religioso em seu país, mas passou a atuar na Costa do Marfim há 14 anos.
Segundo a emissora, a Iurd afirmou que não denunciou Veloso e que "não sabia quem era o autor" das mensagens que expunham os supostos abusos.
Veja outras quatro polêmicas que a Igreja Universal se envolveu fora do Brasil:
Queima de Bíblias em Madagascar
Naquele ano, a Justiça de Madagascar também proibiu a Igreja Universal de atuar no país e ordenou a expulsão dos pastores da instituição. O caso foi revelado pela BBC em fevereiro de 2005.
Posteriormente revertida, a punição tinha relação com denúncias de que a igreja supostamente estava queimando Bíblias e outros objetos religiosos. Hoje, segundo o site da Iurd, há 22 igrejas no país.
À época, a Iurd afirmou que as acusações eram "ridículas", porque utiliza a Bíblia em seus cultos.
Rede de adoções ilegais em Portugal
A rede portuguesa TVI24 revelou, em 2017, que a Iurd mantinha um "lar ilegal de crianças" nos anos 1990 de onde desapareceram menores de idade que teriam sido roubados de suas mães e pais. As crianças eram entregues por famílias com dificuldades financeiras e enviadas para outros países.
"Estas mães literalmente foram roubadas no que diz respeito aos seus filhos, de quem não sabiam há mais de 20 anos. Esta investigação só foi possível ser conhecida 20 anos depois. Agora, algumas pessoas saíram da Igreja, começaram a ver com distanciamento e guardaram, inclusivamente, documentação original daquela altura", disse à emissora a jornalista Alexandra Borges, uma das profissionais que conduziu a investigação em Portugal.
Mortes e esterilização em Angola
Em 2013, a Iurd teve suas atividades suspensas por 60 dias por conta de um acidente no estádio da Cidadela Desportiva, em Luanda, capital daquele país, e que resultou na morte de 16 pessoas.
A decisão, que fora tomada pelo governo angolano, foi publicada no Jornal de Angola e teve como base um inquérito que concluiu que houve superlotação no evento. O excesso de pessoas, conforme noticiado pela agência estatal de notícias angolana Angop (Angola Press), foi resultado de "propaganda enganosa" da Iurd.
O slogan do evento afirmava: "Venha dar um fim a todos os problemas que estão na sua vida; doença, miséria, desemprego, feitiçaria, inveja, problemas na família, separação, dívidas etc. Traga toda a sua família", segundo reportagem da Folha publicada à época.
A Iurd alegou que estava "colaborando firmemente com as autoridades locais nos esclarecimentos das causas" do acidente e que estava legalmente estabelecida em Angola desde 1992.
No final de novembro deste ano, pastores angolanos anunciaram uma ruptura com o bispo Edir Macedo, fundador da Iurd, o acusando de desvio de recursos, discriminação de funcionários e de promover a esterilização de sacerdotes daquele país, segundo relatado pela BBC.